Crônicas da Cidade Perdida – Tatoom Watuki, O Anão

Escrito por Fábio

Ficha de Personagem – (GURPS – 4a Edição)

Tatoon vivia na cadeia de montanhas do norte do reinado com seus pais, era filho único. Sua tribo era conhecida como serem exímios mineradores artesões, que faziam amplos trabalhos de entalhes em peras a mando do rei. Todos agradeciam esse dom aos deuses dos anões, o que era raro para a raça.

Essa tribo cultuava do deus da alegria e da festa que também se chamava Tatoon, esse fato deu origem ao seu nome.

Logo quando criança seu pai já começara a repassar os conhecimentos, tanto da arte de esculpir quanto a arte da guerra, o que envolvia amplas técnicas de luta com machado e martelo, como também conhecimentos de estratégias. Seu pai sempre dizia: “Tanto o artesanato como a guerra, ambas são artes a serem dominadas pelos anões. Questão de sobrevivência, uma pela fome e outra pela ganância.”.

E como seu pai tinha um grande conhecimento das coisas, isso não deixou de ser a verdade, por volta dos seus 15 anos, um nobre da raça dos anões começou a escravizar o próprio povo, por ganância, para que eles trabalhassem nas minas em regime de escravidão.

Esse nobre tinha passado muito tempo junto aos humanos e com eles aprendeu a não ter mais a fé e a desejar sempre mais do que os deuses o davam, ao retornar para a governança das minas decidiu moldar a história da raça doa anões, destituindo-os de sua fé. Isso instaurou longos anos de destruição de templos e imagens que cultuavam os deuses, após isso veio a escravidão.

Como a tribo de Tatoon era religiosa foi o primeiro alvo de ataques dos rebeldes anões, todos foram mortos ou escravizados e a aldeia destruída e consumida pelo fogo. Seu pai por sorte não foi morto, e desde o primeiro dia como escravo planejava em uma rebelião e fuga, ele tinha que o povo era livre e assim deveria continuar.

Foram anos de trabalhos forçados até que um dia seu pai com mais um pequeno grupo de mineradores revoltados resolveram mudar a situação, armados somente de picaretas foram facilmente derrotados. Tatoon presenciou toda a batalha e viu seu pai abatido e os anões mercenários rindo da cara dos revoltados. Isso enfureceu Tatoon, que num instante de raiva tomou a picareta e golpeou os dois mercenários que ainda restava nessa ala da mina. Correndo em seguida para socorrer seu pai, mas já não tinha mais jeito ele estava a beira da morte.

Antes de morrer seu pai fez um último pedido, que Tatoon encontrasse o templo perdido do deus da alegria, lá ele encontraria a arca que seria a ferramenta para salvar seu povo. Mas isso não passava de lenda e Tatoon não colocou muitas esperanças.

Tatoon conseguiu fugir da mina que estava em poder do nobre, mas como não sabia fazer mais nada acabou arrumando um emprego numa mina próxima a capital, ela era administrada por um cara que se chamava Zeus. Desde o acontecimento na mina do nobre Tatoon nunca mais andou desarmado, ele sabia que sua cabeça estava a prêmio e sempre carregava um machado para qualquer situação mais perigosa.

Com alguns acontecimentos estranhos que vinham acontecendo a lembrança do pedido do seu pai lhe veio a mente e reavivou como um sinal, mas ainda um pouco descrente ele pediu ao deus um sinal, se ele realmente existisse. Nesse mesmo instante Tatoon estava do lado de fora da mina quando ao final de seu pensamento um clarão reluziu, assustado ele correu em direção ao clarão.

Chegando ao local se deparou com duas pessoas, um humano estranho com um ar de perigoso e uma adolescente elfa. Devido a sua criação envolta em crenças e liberdade seu pai nunca ensinou a odiar os elfos como era comum em ambas as culturas.

Essas duas pessoas pareciam vir de outro mundo estavam perdidos e confusos, mas convencido pelo sinal, Tatoon resolveu ajudá-los e se encontrarem na esperança que ambos o levassem ao templo. Com isso ele seguiu ambos para onde quer que fossem. Sua busca era pessoal, ele queria encontrar a arca e salvar seu povo.

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